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27 de fevereiro de 2011

Homenagem a Wilson Vianna, o Capitao Aza, com Sideral

Hoje vou publicar uma música muito bonita, que foi o tema do programa do Capitão Aza. Composta por Durval Ferreira, Tibério Gaspar e Wangir Granthon. Sideral dá um verdadeiro banho nas músicas de hoje em dia. Espero que você curta!


Sideral 
Capitão Aza
Composição: Durval Ferreira, Tibério Gaspar E Wangir Granthon

Comandando uma astronave
Rasgando o céu
Vou pisando em estrelas, constelações
Deixo longe o mundo aflito e a bomba H
Corpo livre no infinito eu vou
Na estrada do sol.

Traço rumo dos meus passos na solidão
Ganho espaços nas revistas, televisões
Mas os homens se destroem
Nas guerras vãs
E vão no pó dos sonhos, ah
Em nome do amor
Eu vou
Colorindo de vermelho
Este céu azul
Minha nave é um espelho
Rebrilha ao sol
Pela trilha da esperança
Cantando o amor e a paz
Eu vou cantando o amor e a paz
Eu vou cantando o amor e a paz
Eu vou cantando o amor e a paz
Em nome do amor

Wilson Vianna interpretava o Capitão Aza
Wilson Viana (Rio de Janeiro em 27/02/1928 - Bonito, MS em 03/05/2003).estudou Direito e tornou-se delegado de polícia. Mas, sentiu vocação para a arte de interpretar e foi escolhido para representar o Capitão Aza. Esse personagem foi criado em setembro de 1966, durante a ditadura militar. Era uma homenagem a um falecido herói da FAB, chamado Capitão Azambuja. Usava uniforme aeronáutico e um famoso capacete de piloto com um A - de Azambuja. Foi criado para vencer um programa concorrente da TV Globo.

O "Capitão Aza" foi ao ar pela TV Tupi do Rio de Janeiro por 14 anos consecutivos e fazia a alegria da criançada da época. O personagem somente dava bons conselhos, do tipo: estude bastante, respeite seus pais, faça amigos. Jamais o Capitão teve cor política e isso agradava aos pais.

Havia participação das crianças no programa e as melhores ganhavam, como prêmios, cadernetas de poupança.

Wilson Viana levava muito a sério o seu papel, tanto que visitava uma média de 100 escolas por ano. Também conduzia as crianças aos parques e, em datas festivas, apresentava-se até em desfiles . Era um verdadeiro herói infantil. Formou o Clube do Capitão Aza que se tornou um sucesso nacional.

Em 1979, depois de 10 meses sem pagamento, assim como os demais funcionários da Tv Tupi, Wilson Viana apresentou o último Capitão AZA, dizendo, como despedida, que teria de partir para uma missão no espaço.

Depois disso, houve uma tentativa de se rodar um filme sobre a personagem mas, por falta de patrocínio, o projeto foi cancelado.

Em 1981, estava praticamente certo o seu retorno pela TVS. De contrato praticamente acertado com Moysés Weltman (diretor da TV na época), Wilson sofreu o seu segundo enfarte.

Aconselhado pelos médicos e seus familiares a não voltar mais à televisão, pois poderia se expor a mais um infarto, o que poderia ser fatal, o Capitão se retirou definitivamente da mídia, preferindo se dedicar a seu Hotel/Pousada em Penedo, região serrana do Rio de Janeiro, onde recebia velhos amigos.

Ainda fez algumas pontas cinematográficas em dois filmes: "Atrapalhando a Suate", de 1983, com Dedé, Mussum e Zacarias e "Os Trapalhões e o Mágico de Orós", de 1985, com Os Trapalhões e Xuxa. Também participou de alguns capitulos da minisérie "Marquesa de Santos", em 1983, na Rede Manchete.

Era, também, membro da Academia de Cinema de Hollywood.

Além de representar o Capitão Aza, Wilson Vianna participou de 63 filmes.

Filmografia:
Os Trapalhões e o Mágico de Oróz (1984)
Atrapalhando a Suate (1983)
O Pica-pau Amarelo (1973)
O Tesouro de Zapata (1968)
A Lei do Cão (1967)
El mundo salvaje de Barú (1962)
Barú, el hombre de la selva (1962)
Las canciones unidas (1960)
El supermacho (1960)
800 leguas por el Amazonas o (La jangada) (1959)
Mujeres de fuego (1959)
Acapulqueña (1959)
Tumulto de Paixões (1958)
Love Slaves of the Amazons (1957)
Curucu, Beast of the Amazon (1956)
Depois Eu Conto (1956)
Guerra ao Samba (1956)
Vamos com Calma (1956)
Nem Sansão Nem Dalila (1955)
O Feijão é Nosso (1955)
O Grande Pintor (1955)
Matar ou Correr (1954)
Rei do Movimento (1954)
É Pra Casar? (1953)
Amei um Bicheiro (1952)
Barnabé Tu És Meu (1952)
Simão o Caolho (1952)
Três Vagabundos (1952)

Quando estava em viagem de férias, em Bonito, Mato Grosso do Sul, com sua esposa, filho e nora, sofreu seu terceiro infarto e não resistiu. Ele faleceu em 3 de maio de 2003, aos 75 anos.

Fontes: Sites Museu da TV; Wikipédia, IMDB.

6 de novembro de 2010

A Vida Inteira Pela Frente: o petisco-rock de sábado do Acidente

Mêu Páu de Sêbo - Pega Varetas

Hoje eu trouxe para a alegria dos milhares de dois ou três leitores do Blog do Lobo, "A Vida Inteira Pela Frente", uma das melhores músicas gravadas pela banda independente de rock Acidente. Composição de Paulo Malária e publicada em 2003 no CD "Pega Varetas - Mêu Páu de Sêbo": Espero que você curta a curta entrevista com o autor, mais abaixo!


A Vida Inteira Pela Frente
Paulo Malária

Amanhã nada vai mudar
Um de nós pode não voltar
Não importa, vocês todos têm
A vida inteira pela frente

Se a desgraça sobrevier
É que alguém fez por merecer
Para nós pode estar reservado
O prazer, a alegria

E o horror
De um dia não chegar em casa
O horror
De um dia ao chegar em casa
Saber
Que se reúne em sua casa
O mal

Como o mal não enxerga bem
Sobre nós pode recair
Importante por isso é viver
O dia de hoje intensamente

Amanhã nada vai mudar
(Nada vai mudar)
Um de nós desaparecerá
Não importa, vocês todos têm
A vida inteira pela frente
Não importa, vocês todos têm
A vida inteira pela frente

Paulo MaláriaPerguntei pro amigo Malária (foto) o que ele poderia dizer sobre essa música, para publicar no Blog do Lobo e ele respondeu que a compôs em algum momento no final dos anos 70, época em que a barra começava a ficar pesada. "- Gravei mas jamais pensei em tocá-la ao vivo, por ser uma música difícil de cantar, já que requer uma extensão vocal de várias oitavas. No estúdio saiu sem problema, mas ao vivo pode ficar complicada". 

"Mostra o início da síndrome do pânico que, com o tempo, veio a se tornar minha companheira inseparável de todos os momentos. Faço de conta que ela não existe porque não adquiri um padrão de vida que me permita ficar trancado dentro de um espaçoso palácio esperando a morte chegar. Quem não trabalha não come e é preciso sair à rua, dar a cara à tapa. Só que os tapas são cada vez mais frequentes e violentos. Esta música prova que pra alguma coisa serve ser brasileiro", diz o compositor e finaliza dizendo que "jamais poderia te-la composto - ao menos não com esta letra - se vivesse na Austrália ou Nova Zelândia".

10 de outubro de 2010

Balada de um Homem Magro, um clássico de Dylan para o domingo

Bob Dylan - Highway 61 Revisited
Neste fim de domingo, achei por bem publicar uma das músicas mais bonitas do Bob Dylan, a Ballad of a Thin Man acompanhada de um vídeo muito legal, em que Dylan toca piano. Lançada no álbum Highway 61 Revisited (foto), de 1965.é uma canção obscura e um tanto ameaçadora que conta sobre um tal Mr Jones, bem careta, que entra numa sala repleta de figuras esquisitas de circo e não sabe o que está acontecendo. 

O Highway 61 é o sexto álbum de estúdio de Dylan, e foi lançado em agosto de 65 pela Columbia Records. Foi o primeiro álbum em que Dylan usou uma banda de rock em todas as faixas, exceto na faixa 11, 'Desolation Road', em que Dylan toca o seu violão. O álbum chegou ao terceiro lugar nas paradas americanas e em 4º na Inglaterra. John Lennon também se refere a "Ballad of a Thin Man" na música "Yer Blues" (do Álbum Branco), onde ele canta: "Feel so suicidal, just like Dylan's Mr. Jones."

A gravação original contou com os seguintes músicos: Bob Dylan – violão, gaita, piano, vocais; Mike Bloomfield – guitarra; Harvey Brooks – baixo; Bobby Gregg – bateria; Paul Griffin – órgão, piano; Al Kooper – órgão, piano (pianola Hohner); Sam Lay – bateria; Charlie McCoy – guitarra; Frank Owens – piano; Russ Savakus – baixo. Espero que você curta o vídeo!


Ballad of a Thin Man
Bob Dylan

You walk into the room
With your pencil in your hand
You see somebody naked
And you say, "Who is that man?"
You try so hard
But you don't understand
Just what you'll say
When you get home.

Because something is happening here
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones ?

You raise up your head
And you ask, "Is this where it is?"
And somebody points to you and says
"It's his"
And you says, "What's mine ?"
And somebody else says, "Where what is ?"
And you say, "Oh my God
Am I here all alone ?"

But something is happening here
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones?

You hand in your ticket
And you go watch the geek
Who immediately walks up to you
When he hears you speak
And says, "How does it feel
To be such a freak?"
And you say, "Impossible"
As he hands you a bone.

And something is happening here
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones?

You have many contacts
Among the lumberjacks
To get you facts
When someone attacks your imagination
But nobody has any respect
Anyway they already expect you
To all give a check
To tax-deductible charity organizations.
You've been with the professors
And they've all liked your looks
With great lawyers you have 
Discussed lepers and crooks
You've been through all of
F. Scott Fitzgerald's books
You're very well read
It's well known.

But something is happening here
And you don't know what it is
Do you, Mister Jones ?

Well, the sword swallower, he comes up to you
And then he kneels
He crosses himself
And then he clicks his high heels
And without further notice
He asks you how it feels
And he says, "Here is your throat back
Thanks for the loan".

And you know something is happening 
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones ?

Now you see this one-eyed midget
Shouting the word "NOW"
And you say, "For what reason ?"
And he says, "How ?"
And you say, "What does this mean ?"
And he screams back, "You're a cow
Give me some milk
Or else go home".

Because something is happening 
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones?

Well, you walk into the room
Like a camel and then you frown
You put your eyes in your pocket
And your nose on the ground
There ought to be a law
Against you comin' around
You should be made 
To wear earphones.

Does something is happening 
And you don't know what it is
Do you, Mister Jones?

6 de outubro de 2010

'Catch the Wind' foi o primeiro compacto do escocês Donovan, de 1965

Catch the Wind

Donovan

In the chilly hours and minutes,
Of uncertainty, I want to be,
In the warm hold of your loving mind.

To feel you all around me,
And to take your hand, along the sand,
Ah, but I may as well try and catch the wind.

When sundown pales the sky,
I wanna hide a while, behind your smile,
And everywhere I'd look, your eyes I'd find.

For me to love you now,
Would be the sweetest thing, 'twould make me sing,
Ah, but I may as well, try and catch the wind.

When rain has hung the leaves with tears,
I want you near, to kill my fears
To help me to leave all my blues behind.

For standin' in your heart,
Is where I want to be, and I long to be,
Ah, but I may as well, try and catch the wind. 


Capa do compacto Catch the Wind, primeiro lançamento do compositor Donovan

"Catch the wind" foi escrita e gravada pelo cantor e compositor escocês Donovan. Foi lançada como compacto no Reino Unido em 12 de março de 1965 pela Pye Records e alguns meses depois nos EUA pela Hickory Records. O outro lado do compacto trazia a música "Why Do You Treat Me Like You Do?". A canção foi o primeiro lançamento de Donovan e atingiu o quarto lugar na Inglaterra e 23º nos EUA. Ela foi publicada no álbum "What's Bin Did and what's Bin Hid" sem o eco nos vocais e sem as cordas no arranjo. E foi esta versão que eu publiquei aqui neste vídeo histórico. A música foi usada em diversos comerciais. O mais legal deles foi o comercial da campanha da GE Ecoimagination, de 2007, que publiquei no Meu Blues Pra Você. Espero que você curta!

21 de setembro de 2010

Music for a Found Harmonium, com a The Penguin Orchestra

Outro dia revi o ótimo slideshow "Dance Monkeys, Dance" (se não conhece, clique aqui) que usa como trilha a "Music for a found harmonium", de Simon Jeffes, brilhantemente executada pela The Penguin Cafe Orchestra

Encontrei o harmonium, ops, o vídeo, com a orquestra em uma bela apresentação na BBC de Londres, em 1989 e resolvi publicá-lo aqui. No Meu Blues Pra Você você encontra o vídeo com o próprio autor, Ernest Cline, falando o texto em seu show de stand up comedy. Espero que você goste!

Site oficial da Penguin Cafe Orchestra

 

13 de setembro de 2010

Oh! You Pretty Things: Bowie mostra um pouco do seu lado ocultista

Oh You Pretty Things
David Bowie

Wake up you sleepy head
Put on some clothes, shake up your bed
Put another log on the fire for me
Ive made some breakfast and coffee
Look out my window what do I see
A crack in the sky and a hand reaching down to me
All the nightmares came today
And it looks as though they're here to stay

What are we coming to
No room for me, no fun for you
I think about a world to come
Where the books were found by the golden ones
Written in pain, written in awe
By a puzzled man who questioned
What we were here for
All the strangers came today
And it looks as though they're here to stay

Oh you pretty things (oh you pretty things)
Don't you know you're driving your
Mamas and papas insane
Oh you pretty things (oh you pretty things)
Don't you know you're driving your
Mamas and papas insane
Let me make it plain
You gotta make way for the homo superior

Look at your children
See their faces in golden rays
Don't kid yourself they belong to you
They're the start of a coming race
The earth is a bitch
Weve finished our news
Homo sapiens have outgrown their use
All the strangers came today
And it looks as though they're here to stay

Oh you pretty things (oh you pretty things)
Don't you know you're driving your
Mamas and papas insane
Oh you pretty things (oh you pretty things)
Don't you know you're driving your
Mamas and papas insane
Let me make it plain
You gotta make way for the homo superior



Hunky Dory foi o quarto álbum de Bowie
'Oh! You Pretty Things' foi escrita por David Bowie em 1971 para o seu quarto álbum, 'Hunky Dory' (foto). A abertura é feita apenas com o piano de Rick Wakeman e o vocal de Bowie até que a banda entra no refrão. Tematicamente a música parece refletir a influencia do ocultista Aleister Crowley e do filósofo Frederich Nietzsche ao anunciar "a obsolecência da raça humana diante de uma aliança entre alienígenas e a juventude da sociedade atual".

Oh! You Pretty Things foi gravada por David Bowie (vocais, violão, saxofones alto e tenor, piano (as partes mais fáceis); Mick Ronson (guitarra, vocais, Mellotron e arranjos); Rick Wakeman (piano); Trevor Bolder (baixo, trumpete) e Mick Woodmansey (bateria) e produzida por Ken Scott.

Antes do próprio Bowie esta música foi lançada em compacto na voz de Peter Noone, do Herman's Hermits. Na gravação, que chegou ao 12º lugar em meados de 1971 na Inglaterra, Bowie tocou piano e Noone modificou a letra: a frase que diz "The world is a bitch" (o mundo é uma piranha) virou "The world is a beast" (o mundo é uma besta).

Bowie tocou essa música no programa da BBC Johnny Walker Lunchtime Show em maio de 1972, que foi ao ar em junho do mesmo ano.

Outras versões:
Harvey Danger – Versão Ao Vivo,  lançada no EP de 2006 "Little Round Mirrors"
Seu Jorge – Version em Português  para o filme de 2004 'The Life Aquatic with Steve Zissou'
Peter Noone – Single (1971)
Au Revoir Simone - Life Beyond Mars: Cover de Bowie (2008)






12 de setembro de 2010

Bob Dylan e seu tempo, na letra de Subterranean Homesick Blues

Capa de Bringing It All Home, lançado em 1965
Hoje publiquei no "Meu Blues Pra Você" um artigo sobre o novo produto de busca do Google, o Google Instant que usa Bob Dylan e a sua "Subterranean Homesick Blues", publicada no álbum "Bringing It All Home", de 1965 (foto). Na verdade, a música é um extraordinário amálgama de três vértices que inclui o escritor Jack Kerouac, a canção "Taking it Easy", parceria de Woody Guthrie e Pete Seeger e a poesia do rock'n'roll de "Too Much Monkey Business", de Chuck Berry.

Uma vez que Dylan não participou dos circulos da geração Beat original dos anos 50 (Dylan nasceu em 1941), o romance de Kerouac "The Subterraneans", publicado em 1958 sobre a cultura Beat, foi citado como uma possível inspiração para o título da canção. Esticando a corda um pouco mais, o título faz alusão ao romance "Notes From Underground", de Fyodor Dostoyevsky, cujos trabalhos eram populares entre os escritores beat como Kerouac e Allen Ginsberg.

Dylan e Ginsberg
O primeiro verso da canção refere-se à destilação de codeína e a política daquele momento. A música também se refere a alguns conflitos crescentes entre os "caretas" ou "quadrados" (aqueles que trabalhavam 40 horas por semana) e a contracultura emergente dos anos 60. O uso indiscriminado de drogas recreativas e as discussões sobre a Guerra do Vietnam começavam a tomar conta dos EUA e a letra hiperativa de Dylan era recheada de alusões aos elementos que emergiam na cultura jovem dos anos 60. Segundo o jornalista de rock Andy Gill "uma geração inteira reconheceu o zeitgeist contido no furacão verbal de 'Subterranean Homesick Blues'.

A canção ainda tem referencias às escaramuças em torno do movimento pelos direitos civis ("Better stay away from those / That carry around a fire hose"), ou seja "melhor se afastar daqueles / que carregam uma mangueira de incêndio". Explica-se: durante o movimento pelos direitos civis nos EUA, os protestantes pacíficos eram punidos e torturados com jatos fortes de mangueiras de incêndio. Apesar da natureza politica da letra, pela primeira vez a música de Dylan, chegou entre os primeiros 40 lugares nos EUA. 

Participaram da gravação: Bob Dylan: violão, gaita, vocal; Al Gorgoni: guitarra; Kenneth Rankin: guitarra; Bruce Langhome: Guitarra; Joseph Macho Jr.: Baixo; William E. Lee: Baixo; e Bobby Gregg: Bateria.

Além da influencia da canção na música como um todo, ela foi usada no que veio a ser um dos primeiros clipes promocionais, antecessor do atual videoclipe (naquele tempo o vídeo ainda não havia sido inventado).

Cartaz do documentário Don't Look Back, de D. A. Pennebaker
Apesar do jornal Rolling Stone ter ranqueado "Subterranean Homesick Blues" como número 7 na lista dos "Melhores 100 vídeos de Música", o clipe original é na verdade o segmento inicial do filme "Don't Look Back" de D. A. Pennebaker, documentário sobre a excursão que Bob Dylan fez à Inglaterra em 1965. No filme, Dylan, que teve a idéia, segura as 'dálias' para a audiência, com palavras e frases da letra. As dálias foram escritas por Donovan, Allen Ginsberg, Bob Neuwirth e o próprio Dylan.

Ele fita a câmera e troca os cartazes enquanto a canção toca. Existem erros propositais e piadinhas ao longo do clipe. Por exemplo: quando a letra da música diz "eleven dollar bills" no cartaz está escrito "20 dollar bills".

O filme foi gravado numa alameda atrás do Hotel Savoy em Londres, onde Ginsberg e Neuwirth fazem uma aparição discreta, ao fundo, conversando.

Bob Dylan's Subterranean Homesick Blues


Subterranean Homesick Blues
Bob Dylan


Johnny's in the basement
Mixing up the medicine
I'm on the pavement
Thinking about the government
The man in the trench coat
Badge out, laid off
Says he's got a bad cough
Wants to get it paid off
Look out kid
It's somethin' you did
God knows when
But you're doin' it again
You better duck down the alley way
Lookin' for a new friend
The man in the coon-skip cap
In the big pen
Wants eleven dollar bills
You only got ten.

Maggie comes fleet foot
Face full of black soot
Talkin' that the heat put
Plants in the bed but
The phone's tapped anyway
Maggie says that many say
They must bust in early May
Orders from the DA
Look out kid
Don't matter what you did
Walk on your tip toes
Don't try, 'No Doz'
Better stay away from those
That carry around a fire hose
Keep a clean nose
Watch the plain clothes
You don't need a weather man
To know which way the wind blows.

Get sick, get well
Hang around an ink well
Ring bell, hard to tell
If anything is goin' to sell
Try hard, get barred
Get back, write Braille
Get jailed, jump bail Join the army, if you failed
Look out kid
You're gonna get hit
But losers, cheaters
Six-time users
Hang around the theaters
Girl by the whirlpool
Lookin' for a new fool
Don't follow leaders
Watch the parkin' meters.

Ah get born, keep warm
Short pants, romance, learn to dance
Get dressed, get blessed
Try to be a success
Please her, please him, buy gifts
Don't steal, don't lift
Twenty years of schoolin'
And they put you on the day shift
Look out kid
They keep it all hid
Better jump down a manhole
Light yourself a candle
Don't wear sandals
Try to avoid the scandals
Don't wanna be a bum
You better chew gum
The pump don't work
'Cause the vandals took the handles.









17 de agosto de 2010

Where the wild roses grow, com Nick Cave e Kylie Minogue


Where the Wild Roses Grow
Nick Cave

They call me The Wild Rose 
But my name was Elisa Day 
Why they call me it I do not know 
For my name was Elisa Day 

From the first day I saw her I knew she was the one 
As she stared in my eyes and smiled 
For her lips were the colour of the roses 
They grew down the river, all bloody and wild 

When he knocked on my door and entered the room 
My trembling subsided in his sure embrace 
He would be my first man, and with a careful hand 
He wiped the tears that ran down my face 

Refrão 

On the second day I brought her a flower 
She was more beautiful than any woman I'd seen 
I said, 'Do you know where the wild roses grow 
So sweet and scarlet and free?' 

On the second day he came with a single red rose 
Said: 'Will you give me your loss and your sorrow?' 
I nodded my head, as I layed on the bed 
He said, 'If I show you the roses will you follow?' 

Refrão

On the third day he took me to the river 
He showed me the roses and we kissed 
And the last thing I heard was a muttered word 
As he stood smiling above me with a rock in his fist 

On the last day I took her where the wild roses grow 
And she lay on the bank, the wind light as a thief 
As I kissed her goodbye, I said, 'All beauty must die' 
And lent down and planted a rose between her teeth 

Refrão


Where the Wild Roses Grow
"Where the Wild Roses Grow" é uma canção composta pelo cantor e compositor australiano Nick Cave para o álbum Murder Ballads, o nono com a sua banda The Bad Seeds,. Nesta música Cave conta com a participação da conterrânea convidada Kylie Minogue.

Foi lançada como o primeiro single do álbum em outubro de 1995 e se tornou a música mais popular da banda, chegando ao terceiro lugar na Noruega, e ficou entre as cinco primeiras na Austrália e aentre as vinte primeiras posições nos EUA.

Cave se inspirou para compor "Where the wild roses grow" após ouvir a canção tradicional "Down in the willow garden".

Apesar de não constar de nenhum álbum de estúdio de Minogue, pode ser encontrada nas coletâneas "Hits+", de 2000; "Greatest Hits 1987-1999", de 2003 e "Ultimate Kylie", de 2004.

Nick Cave disse que "a música foi escrita pensando na Kylie Minogue. Eu queria escrever uma música para ela fazia tempo. Tenho uma obcessão quieta por ela desde 2001. Já escrevi várias músicas para Kylie, mas senti que nenhuma delas seria apropriada. Só quando escrevi esta canção, que é um diálogo entre o matador e sua vítima, pensei que finalmente havia escrito a música certa para Kylie cantar. Mandei para ela que me respondeu no dia seguinte." Nick Cave and the Bad Seeds and Kylie Minogue interpretaram a música pela primeira vez no dia 4 de agosto de 1995 em Cork, na Irlanda.

O Vídeo

Minogue, como Elisa Day, é admirada e morta pelo personagem de Nick Cave. O refrão da música sugere que ela ficou mais conhecida como "Wild Rose" do que como Elisa Day pelas pessoas que lembram da sua morte, ou que seu corpo nunca fora encontrado e seu fantasma está preso no local do crime, mas as pessoas só veem e falam das rosas, enquanto Elisa pensa que elas falam de ou sobre ela ("They call me the Wild Rose; but my name was Elisa Day; why they call me that, I do not know; for my name was Elisa Day").
O personagem de Cave é arrebatado pela beleza de Elisa e odeia a idéia de ve-la envelhecer. Então ele a mata para preservar sua beleza para sempre na memória.

Ele visita sua casa e se torna obcecado pela sua beleza. No dia seguinte ele leva uma linda rosa vermelha e pergunta se ela gostaria de saber de onde aquela maravilha teria vindo. No último dia ele leva Elisa para o rio, onde lhe dá um beijo de adeus e a mata com uma pedra. Então ele a coloca no rio onde a cresce a rosa selvagem, na mesma pose de Ofélia pintada por Millais. Uma enorme piton passa sobre seu corpo, simbolizando a sua morte. Então ele coloca uma rosa em sua boca e fecha seus olhos. O vídeo foi gravado pelo diretor Rocky Shenck.

9 de junho de 2010

Vamos celebrar a memória do genio inventivo de Les Paul

O Blog do Lobo celebra a memória do fabuloso Lester William Polfuss, o Les Paul, guitarrista de jazz e country, compositor e pioneiro no desenvolvimento do corpo sólido para a guitarra elétrica (até então, eram violões eletrificados). Les Paul também foi o pioneiro no uso de camadas de gravação, uma sobre a outra, uma técnica chamada de "multitracking" ou "sound on sound".  Os resultados foram mais bilho, um som um tanto "bolhoso" e um tanto alienígena. Exatamente o tipo de música que se poderia esperar de um inventor com um ouvido no futuro.

Em 1952 Les Paul inventou o primeiro gravador de oito faixas e finalmente viu o lançamnto da guitarra elétrica dourada de corpo rígido que leva o seu nome. Faleceu em 12 de agosto de 2009 aos 94 anos, de pneumonia.

Site: http://www.lespaulonline.com/
Fonte: Wikipedia, Remembering Les Paul

 

Les Paul e Mary Ford: The World is Waiting for the Sunrise
Marido e mulher apresentam o programa de 5 minutos na TV americana, patrocinado pelo Listerine




17 de julho de 2009

Tributo a Billie Holiday nos 50 anos da sua morte

Billie Holiday por William GotliebBillie Holiday era o nome artístico de Eleanor Fagan Gough, uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época e hoje, ao completar 50 anos da sua morte, continua a emocionar a quem escuta suas gravações.

Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, sua dicção e fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinqüenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Lester Young foi quem lhe apelidou de "Lady Day".

Quando nasceu na Filadélfia, dia 7 de abril de 1915, seu pai, Clarence Holiday, tinha dezoito anos de idade e sua mãe, Sara Fagan, apenas dezesseis. Seu pai, guitarrista e banjista, abandonou a família quando Billie ainda era bebê, para pegar a estrada com uma banda de jazz. Sua mãe, também inexperiente, costumava deixá-la com familiares.

Menina afroamericana e pobre, Billie passou por todos os sofrimentos possíveis. Aos dez anos foi violentada sexualmente por um vizinho, e internada numa casa de correção para meninas vítimas de abuso. Aos doze, trabalhava lavando o chão de prostíbulos. Aos catorze anos, morando com sua mãe em Nova York, caiu na prostituição.

Sua vida como cantora começou em 1930. Mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento do aluguel, Billie vai à luta em desespero. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo, apesar de nunca ter estudado música e nem saber ler partitura. Seu aprendizado foi escutar Bessie Smith e Louis Armstrong.

Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico.

Billie canta com feras do Jazz para a TV CBS no programa Sounds of Jazz, em 1957Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. E foi uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos, em uma época de segregação racial nos EUA (anos 30). Consagrou-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong.

A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, isso refletia em sua voz.

O vídeo que selecionei é um tesouro. Foi gravado ao vivo em 1957, nos estúdios da rede de televisão CBS, onde Billie é apresentada por Robert Herrige, produtor e apresentador do programa "The Sound of Jazz". Esta talvez seja a gravação mais importante de uma banda de jazz ao vivo na história da televisão, com a participação de músicos como Lester Young, Coleman Hawkins, Ben Webster, Gerry Mulligan, Roy Eldridge, Doc Cheatham, Vic Dickenson, Danny Barker, Milt Hinton e Mal Waldron.

Fine & Mellow



Lady Sings The Blues, livro escrito por Billie Holiday e William DuffyPouco antes de sua morte por overdose de drogas, Billie Holiday publicou sua autobiografia Lady Sings the Blues, em 1956, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, com Diana Ross no papel principal. Encontrei o filme completo no YouTube, dividido em 14 partes, cujos links publico a seguir. Espero que você aproveite!

Fonte: Wikipedia
Sites: Lady Day

25 de dezembro de 2008

Mais um enorme sucesso do Natal de 73, do grupo Wizzard


I Wish It Could Be Christmas Everyday
Roy Wood

When the snowman brings the snow
Well he just might like to know
He's put a great big smile on sombody's face
If you jump into your bed
Quikly cover up your head
Don't you lock the doors
You know that sweet santa clause is on the way

(chorus)
Well I wish it could be christmas everyday
when the kids start singing and the band begins to play
Oh I wish it could be christmas everyday
So let the bells ring out for christmas

When your skating in the park
If the snow cloud makes it dark
Then your rosy cheeks are gonna light my merry way
Now the frosty paws appear
And they've frozen up my ear
So we'll lie by the fire
Till the sleet simply knocks 'em all the way

(chorus)
Well I wish it could be christmas everyday
When the kids start singing and the band begins to play
Oh I wish it could be christmas every day
So let the bells ring out for christmas

When the snow man brings the snow(snowman brings the snow)
Well he just might like to know(just might like to know)
He's put a great big smile on somebody's face
So if santa brings that sleigh(santa brings that sleigh)
Along the milky way(along the milky way)
I'll sign my name on the rooftop in the snow
Then he may decide to stay

(chorus)
Well I wish it could be christmas everyday
When the kids start singing and the band begins to play
Oh I wish it could be christmas everyday
So let the bells ring out for christmas.


Wizzard fez um enorme sucesso na Ingleterra com I Wish It Could Be Christmas Everyday"I Wish It Could Be Christmas Everyday" é uma música de Natal muito popular na Inglaterra. Lançada em 1973 pelo grupo Wizzard chegou ao quarto lugar nas paradas. Foi batida pela música "Merry Xmas Everybody", da banda Slade. Como a maioria das músicas do Wizzard, foi criada e produzida por Roy Wood que também tocou a maioria dos instrumentos (se não todos).
Muitas crianças acreditavam que Roy fosse o Papai Noel de verdade, por causa da roupa e dos cabelos e barba branca que usou no clip. A música oi relançada em 81 e novamente em 84, quando chegou ao 23º lugar. Para complementar este post trouxe outro vídeo sobre a história que cercou este enorme sucesso de Roy Wood. Espero que você goste!

23 de dezembro de 2008

Feliz Natal: Greg Lake conta como compôs I Believe In Father Xmas



I Believe in Father Christmas
Greg Lake, Pete Sinfield

They said there'll be snow at Christmas
They said there'll be peace on Earth
But instead it just kept on raining
A veil of tears for the Virgin's birth
I remember one Christmas morning
A winters light and a distant choir
And the peal of a bell and that Christmas Tree smell
And their eyes full of tinsel and fire

They sold me a dream of Christmas
They sold me a Silent Night
And they told me a fairy story
'Till I believed in the Israelite
And I believed in Father Christmas
And I looked at the sky with excited eyes
'Till I woke with a yawn in the first light of dawn
And I saw him and through his disguise

I wish you a hopeful Christmas
I wish you a brave New Year
All anguish pain and sadness
Leave your heart and let your road be clear
They said there'll be snow at Christmas
They said there'll be peace on Earth
Hallelujah Noel be it Heaven or Hell
The Christmas you get you deserve

Neste vídeo, os autores Greg Lake e Pete Sinfield falam sobre o que os inspirou a compor esta linda balada e detalhes da produção. Muito interessante!

I Believe in Father Christmas, de Greg Lake e Pete Sinfield, foi lançada em 1975 como compactoI Believe in Father Christmas foi gravada em 1974 e lançada como projeto solo do Lake, separadamente do ELP em 1975, chegando ao segundo lugar das paradas inglesas de Natal. Em 1977 foi incluída na coletânea Works Volume II. Embora normalmente seja confundida como uma canção de Natal, a intenção de Greg Lake foi compor uma canção de protesto contra a comercialização do Natal. Às vezes também é confundida como uma música anti-religiosa e Lake ficou surpreso com o sucesso alcançado.

A música, tem um riff instrumental entre os versos que vem da Suite Lieutenant Kije, de Sergei Prokofiev. Em 1982 foi regravada por Toyah Wilcox e foi usada em diversas produções. As regravações mais recentes são a de Sarah Brightman (para seu disco de 2008, A Winter Symphony) e a do Bono Vox, do U2, que a usou na campanha Product Red, que luta contra a AIDS na África.

9 de agosto de 2008

Acidente: Referências, de Paulo Malária, está no CD Gloomland

Biela Comet, artArte de como deve ter sido a aparição do cometa Biela em 1846.
Fonte: Astroseti.org

Referências
Paulo Malária

A minha história começa
Aonde a do mundo acabou
Eu fui cicuteiro na Grécia
Faquir, samurai, rei nagô

Tudo o que hoje se diz
Eu já dizia, mas
Não podia falar
Pra não embolar o sucesso de outros
Que a máquina ainda iria lançar

Lembra um dia em que todos saíram
Só você precisava ficar
Nessa noite passou o cometa
Que você levou a vida a esperar

E a sua imagem ficou distante
Como um antigo festival
Ninguém se lembra do que veio antes
Quem paga, leva
E "não leve a mal"

Noites em claro
Dias cinzentos
Tempo que passa
Filme de horror
Eu tento acreditar num bom futuro
Mas no fim eu sei que nada
Nada vai mudar

Músicos que gravaram (veja foto):
Zunga Ezzaet, guitarra; Paulo Malária, sintetizadores; Mario Costa, bateria e Jarbas Loop, baixo.

Zunga Ezzaet, guitarra; Paulo Malária, sintetizadores; Mario Costa, bateria e Jarbas Loop, baixo