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3 de março de 2015

A Walk on the Wild Side, a história por trás da música de Lou Reed

"A História por trás da Música" e o que aconteceu com aquele grande circo de personagens extravagantes. "A Walk On The Wild Side" é um curta feito por Karel Bata como um trabalho para um curso de produção que ele fez há uma década. Espero que você leia e curta!
Diz o autor: 
As a kid I used to think that the song was about taking drugs, and had somehow slipped through the BBC censorship net. It was a huge surprise to discover what the song was *really* about!
This video was created for a Music Production course I did at STC all of a decade ago.
The course was for budding record producers, and huge fun. At the end we were meant to hand in a ten thousand words essay, but I asked if I could instead submit an interactive CD-ROM. This was cutting edge technology at the time! I used Adobe Premiere and Macromedia Director. My PC was so slow back then it would only work at 12fps, so that's why some of this plays back a bit jumpy, but I think it gives it a nice retro look.
I thought I'd lost all the source files, so it was great to find them recently on an old hard drive, and have the opportunity to re-purpose it for the internet.
The video snippets were gathered from TV programmes I'd recorded to VHS over the years about Lou Reed and Andy Warhol. Particularly helpful were an excellent BBC Arena, and the 'Classic Albums' edition on Transformer.
Although it's presented here as a wide screen video, the way it originally worked was that when you inserted the CD-ROM the PC screen would go blank, and a series of video windows and menus would start to play, change shape, and move around the screen. I loved making this, particularly that I wasn't bound by any traditional video 'frame' . Great fun. You MUST watch this full screen to appreciate the effect!
* note: This video wasn't made by a production company nor broadcaster. I did try, but couldn't double-check every detail. I'm disappointed to find how inaccurate some of my sources were. For example Candy Darling died in '74 and not '76. May her soul rest in peace.

22 de janeiro de 2013

Smoke on The Water, do Deep Purple tem um riff de guitarra icônico

Capa do compacto com a música "Smoke On The Water"
"Smoke on the Water" é uma música da banda inglesa de rock Deep Purple. Foi lançada no álbum Machine Head, em 1972 e como compacto, em 1973. A música é famosa por ter um dos riffs de guitarra mais emblemáticos do Rock. Em 2004 a revista Rolling Stone a classificou em 434º lugar na lista das 500 maiores canções de todos os tempos. Decidi publicar essa maravilha do rock como complemento do post que publiquei no blog Meu Blues Pra Você, sobre o comercial do Sandero GT Line da Renault.



Smoke On The Water
John Lord, Ian Paice, Ian Gillan, Roger Glover, Ritchie Blackmore

We all came out to Montereax,
On the Lake Geneva shoreline.
To make records with a mobile,
We didn't have much time.
But Frank Zappa and the Mothers,
Were at the best place around,
But some stupid with a flare gun,
Burned the place to the ground.
Smoke on the water and fire in the sky.
Smoke on the water...

They burned down the gambling house,
It died with an awful sound.
(Uh) Funky Claude was running in and out,
Pulling kids out the ground.
When it all was over,
We had to find another place.
But Swiss time was running out,
It seemed that we would lose the race.
Smoke on the water and fire in the sky.
Smoke on the water...

We ended up at the Grand Hotel.
It was empty cold and bare.
But with the Rolling truck Stones thing just outside,
Making our music there.
With a few red lights, a few old beds,
We made a place to sweat.
No matter what we get out of this,
I know I know we'll never forget.
Smoke on the water and fire in the sky.
Smoke on the water...

Capa do vinil "Machine Head" do Deep Purple, de 1972
A letra da canção fala de uma história verídica: em 4 de dezembro de 1971, o Deep Purple chegou em Montreux, na Suíça, para gravar um álbum usando um estúdo de gravação móvel (alugado dos Rolling Stones, e conhecido como Rolling Stones Mobile Studio, chamado de "Rolling truck Stones thing" e "the mobile" na letra da música) no complexo de entretenimento que fazia parte do Cassino de Montreux (chamado de "the gambling house", "casa de apostas", na letra). Na véspera da sessão de gravação um show de Frank Zappa e The Mothers of Invention foi realizado no teatro do cassino e, durante o show, um incêndio se iniciou; no meio do solo de sintetizador de "King Kong", alguém na plateia disparou um sinalizador (flare gun) no teto de ratã, incendiando-o (o que é mencionado no verso "some stupid with a flare gun", "um idiota com um sinalizador"). O incêndio destruiu todo o complexo do cassino, juntamente com todo o equipamento do Mothers. A "fumaça na água" que se tornou o título da canção (creditado ao baixista Roger Glover) referia-se à fumaça vinda do fogo, que se espalhou pelo lago de Genebra (também conhecido como lago Léman) a partir do cassino em chamas, enquanto os membros da banda o assistiam de seu hotel, do outro lado do lago. O "Funky Claude" que, segundo a letra, "entrava e saía correndo" (running in and out) é Claude Nobs, diretor do Festival de Jazz de Montreux, que ajudou parte da plateia a fugir das chamas.

Vendo-se com uma unidade móvel de gravação caríssima, porém sem lugar algum para usá-la, a banda foi obrigada a percorrer a cidade, em busca de um lugar para se instalar. Um local promissor, encontrado por Nobs, era um teatro local chamado The Pavillion - porém assim que a banda descarregou e começou a trabalhar, os vizinhos se incomodaram com o barulho; a banda pôde apenas gravar as faixas de fundo para uma canção (baseada no célebre riff de Ritchie Blackmore, e chamada temporariamente de Title n.º1, "Título n.º 1"), antes que a polícia local interrompesse a sessão.

Após cerca de uma semana de procura, a banda finalmente alugou o Grand Hotel de Montreux, praticamente vazio, e converteu alguns de seus corredores e escadas num improvisado estúdio de gravação, onde gravaram a maior parte das faixas daquele que viria a ser o seu álbum mais bem-sucedido comercialmente, Machine Head, incluindo a maior parte da própria "Smoke on the Water" (embora a letra tenha sido composta posteriormente).

Em 1973 o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover abandonaram a banda, e foram substituídos por David Coverdale e Glenn Hughes, que dividiam os vocais. Quando interpretavam a canção, Coverdale cantava a primeira estrofe, Hughes a segunda, e ambos cantavam em harmonia a terceira estrofe e o refrão, alterando, no entanto, a letra do terceiro verso para a do primeiro.

Quando Steve Morse entrou na banda, tornou-se uma tradição que ele tocasse o seu solo de guitarra antes desta música, nas exibições ao vivo. Este solo consistia de um medley de solos, licks e riffs de diversos clássicos do rock, interligados por algumas frases em tapping.

The Smoke On The Water Riff

"Smoke on the Water" saiu no álbum Machine Head, do início de 1972, porém não foi lançada como single até um ano depois, em maio de 1973. Os membros da banda disseram que não esperavam que a canção fosse um sucesso, porém o single chegou à quarta posição da parada de pop da revista americana Billboard, durante o verão daquele ano, à segunda posição da revista canadense RPM, e levou o álbum ao Top 10. Performances ao vivo da canção, que contavam com longas interações entre a guitarra de Blackmore e o órgão Hammond de Jon Lord, tornaram-se um ponto central dos shows da banda, e uma versão de "Smoke on the Water" do álbum ao vivo Made in Japan tornou-se também um sucesso naquele ano.

Os principais compositores da canção a incluíram em seus repertórios durante as carreiras solo que iniciaram, com o fim da banda; Ian Gillan, em especial, executava uma versão influenciada pelo jazz em seus espetáculos, influenciada pelo guitarrista de sua banda, Bernie Torme. A canção também era tocada pela banda de Ritchie Blackmore pós-Deep Purple, o Rainbow, durante suas turnês de 1981 a 1983, e durante a breve reunião da banda, no meio da década de 1990. Durante o período em que Ian Gillan fez parte do Black Sabbath, em 1983, "Smoke on the Water" era executava como peça fixa do repertório, especialmente como bis; até hoje é uma das poucas covers que o Black Sabbath já tocou ao vivo.

6 de dezembro de 2011

O Blog do Lobo relembra Roy Orbison


O Blog do Lobo do Rock presta uma homenagem ao "Caruso" do Rock, o cantor e compositor Roy Orbison, que morreu há 23 anos, no dia 6 de dezembro de 1988. Autor de sucessos como "Only the Lonely", "Crying", "In Dreams", e "Oh, Pretty Woman", que eu trouxe em um vídeo muito especial. 

Gravada originalmente em 1964 pela Monument Records de Nashville, "Oh Pretty Woman" foi composta por Roy Orbison e Bill Dees. A versão que selecionei é o encerramento do "The Black & White Night", especial gravado no dia 30 de setembro de 1987 no teatro do Ambassador Hotel de Cocoanut Grove, em que Orbison é acompanhado por um time de estrelas e toca uma série de sucessos.

A banda que acompanha Orbison é a "TCB Band", a mesma que acompanhou ninguém menos que Elvis Presley de 1969 até a sua morte em 1977: Era composta por Glen D. Hardin no piano, James Burton na guitarra, Jerry Scheff no baixo e Ronnie Tutt na bateria. Além deles, a banda foi acrescida de estrelas do calibre de Bruce Springsteen, Elvis Costello, Tom Waits, k d lang, Jackson Browne, Bonnie Raitt, JD Souther, T Bone Burnett, Steven Soles e Jennifer Warnes.

O destaque dessa apresentação fica para o duelo de quitarras entre Springsteen e Burton, que catapultou a canção para concorrer ao Premio Grammy de melhor performance ao vivo daquele ano.

1 de dezembro de 2011

Pílulas da História do Rock


No dia 1º de dezembro de 1960, Paul McCartney e Pete Best (então baterista dos Beatles) foram presos e deportados de Hamburgo, Alemanha, sob a acusação de tentarem provocar um incêndio.

29 de novembro de 2011

O Lobo lembra os 10 anos sem George Harrison


O Lobo do Rock lembra a passagem dos 10 anos sem o incrível compositor e guitarrista George Harrison com uma bela versão acústica da canção Here Comes The Moon, publicada no álbum epônimo, lançado em  1979.

8 de novembro de 2011

Há exatos 40 anos a banda Led Zeppelin lançou seu histórico 4º álbum


Há exatos 40 anos, a banda inglesa de rock Led Zeppelin lançava seu 4º álbum. O disco não tinha um nome mas ficou mundialmente conhecido como Led Zeppelin 4. Outros também o chamam de O Eremita, Quatro Símbolos, Runas e ZoSo, o símbolo usado por Jimmy Page.


O disco foi gravado inicialmente no recém inaugurado no Basing Street Studios, em Londres, ao mesmo tempo em que o Jethro Tull gravava o seu Aqualung. Seguindo uma sugestão do Fleetwood Mac, a banda então se mudou para Headley Grange, uma mansão vitoriana no East Hampshire, para continuar gravações adicionais no Estúdio Móvel dos Rolling Stones. 


Quando as bases estavam gravadas, a banda acrescentou detalhes nos estúdios da Island Records. No entanto o resultado ainda não havia ficado nos conformes e o álbum voltou para uma nova mixagem, o que postergou o lançamento por alguns meses.


Outras 3 canções gravadas nessas sessões não apareceram no disco: Down By The Seaside, Night Flight e Boogie With Stu, que foram lançadas 4 anos depois no duplo "Physical Grafitti".

Outros destaques desse álbum são a capa que, segundo Page, representa a dicotomia entre cidade e o interior que estava presente no disco anterior e "O Eremita", desenho creditado a Barrington Colby Mom, influenciado pelo desenho da carta com o mesmo nome no baralho de Tarot desenhado pela artista Rider-Waite.

Em resumo, hoje é o dia em que o mundo da música celebra um dos maiores e mais imprortantes lançamentos da história.

The Battle of Evermore

"The Battle Of Evermore"
Page/Plant

Queen of Light took her bow, And then she turned to go,
The Prince of Peace embraced the gloom, And walked the night alone.

Oh, dance in the dark of night, Sing to the morning light.
The dark Lord rides in force tonight, And time will tell us all.

Oh, throw down your plow and hoe, Rest not to lock your homes.

Side by side we wait the might of the darkest of them all.

I hear the horses' thunder down in the valley blow,
I'm waiting for the angels of Avalon, waiting for the eastern glow.

The apples of the valley hold, The seeds of happiness,
The ground is rich from tender care, Repay, do not forget, no, no.
Dance in the dark of night, sing to the morning light.

The apples turn to brown and black, The tyrant's face is red.

Oh war is the common cry, Pick up you swords and fly.
The sky is filled with good and bad that mortals never know.

Oh, well, the night is long the beads of time pass slow,
Tired eyes on the sunrise, waiting for the eastern glow.

The pain of war cannot exceed the woe of aftermath,
The drums will shake the castle wall, the ring wraiths ride in black, Ride on.

Sing as you raise your bow, shoot straighter than before.
No comfort has the fire at night that lights the face so cold.

Oh dance in the dark of night, Sing to the morning light.
The magic runes are writ in gold to bring the balance back. Bring it back.

At last the sun is shining, The clouds of blue roll by,
With flames from the dragon of darkness, the sunlight blinds his eyes.

Esta canção foi composta por Page e Plant em Headley Grange, enquanto o guitarrista experimentava o bandolim de John Paul Jones, segundo o próprio Page explicou em 1977. O vocalista Robert Plant vinha lendo muito sobre o folcore escocês e isso o inspirou a escrever a letra que, como outras da banda, fazem referência ao livro Senhor dos Anéis, de JRR Tolkien. Durante a gravação, Plant sentiu necessidade de uma segunda voz e eles convidaram a cantora folk Sandy Denny, que havia sido a vocalista do grupo Fairport Convention. Plant então fez o papel de narrador, enquanto Danny representou o "Town Crier" (o divulgador de decretos). Assim, Sandy Danny ganhou o quinto símbolo, menor que os outros 4. Sandy faleceu em 21 de abril de 1978.

9 de fevereiro de 2011

Há 47 anos os Beatles estreiaram na tv norteamericana


Os Beatles com Ed Sullivan em 1964
Há 47 anos os Beatles se apresentaram pela primeira vez no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de norteamericanos, durante a primeira excursão da banda aos Estados Unidos. Na ocasião o quarteto britânico tocou ao vivo um repertório com as músicas "All My Loving", "Till There Was You" e "She Loves You". Na segunda parte do programa apresentaram "I Saw Her Standing There" e seu sucesso número 1, "I Want to Hold Your Hand".

A primeira apresentação dos Beatles no programa do Ed Sullivan está entre os 50 programas mais assistidos de todos os tempos. 

Espero que você curta o vídeo daquela apresentação histórica!

12 de novembro de 2010

Neil Young faz 65 anos e nos presenteia com novo album

Vida longa a Neil Young
O Blog do Lobo tira o chapéu para homenagear o incrível Neil Percival Young que nasceu dia 12 de novembro de 1945 em Toronto, Canadá e é considerado por muitos (especialmente por mim) como um dos músicos mais influentes da sua geração. Este ano Young lançou seu mais recente e sensacional álbum, "Le Noise" em setembro. Young começou a carreira como artista solo e se apresentava em bares e cafés do Canadá em 1960, antes de se mudar para a Califórnia em 66 com seus colegas de banda, onde montou a Buffalo Springfield juntamente com Stephen Stills. Mais tarde, em 1968, se juntou a Crosby, Stills & Nash como o quarto membro, com quem tocou até 1972.

Le Noise é o mais recente disco de Neil Young
Depois que deixou o CSN&Y, continuou a forjar sua aclamada carreira solo de sucesso, iniciada em 1968 com o lançamento do seu primeiro álbum "Neil Young". 42 anos e 34 álbuns de estúdio depois, continua com a mesma postura de não ter compromisso com o establishment ou com estilos musicais. O site The "Rock and Roll Hall of Fame" descreve Young como "um dos maiores compositores e intérpretes do rock." Ele foi indicado ao Hall of Fame duas vezes: a primeira como artista solo (em 1995) e a segunda como membro do Buffalo Springfield, (em 1997).

A música de Young se caracteriza pela sua forma exclusiva de tocar guitarra, pelas letras profundas e pessoais e pelo jeito de cantar em falsetto, a sua marca registrada.

Ao completar 65 anos Young é um franco defensor das questões ambientais e do bem estar dos pequenos agricultores, tendo fundado em 1985 o concerto beneficente "Farm Aid". No ano seguinte ajudou a fundar a escola "The Bridge School", instituição de ensino voltada para educar crianças com sérias disfunções verbais e físicas, ao lado da sua mulher Pegi Young. Neil tem 3 filhos: Zeke (com a atriz Carrie Snodgress) e Ben, diagnosticado com paralisia cerebral e a filha Amber Jean que, asim como o próprio Young, sofre de epilepsia.

Multi-instrumentista, Neil Young foi classificado pela revista Rolling Stone como sendo o guitarrista de nº 83 entre os 100 maiores de todos os tempos, classificando-o como incansável experimentador, que transforma a música mais óbvia em algo relevante.

Neil's 1953 Gibson Les Paul Goldtop
Coleção de instrumentos:
Young é um colecionador de guitarras usadas, mas nas gravações e em shows se restringe a poucos instrumentos. No filme "Neil Young: Heart of Gold" ele informa:
- 1953 Gibson Les Paul Goldtop, apelidada de "Old Black" (foto) é uma das preferida de Young e aparece no álbum "Rust Never Sleeps" e outros. Em 1972 foi instalado um pequeno captador humbucker de uma Gibson Firebird na posição de solo/agodo. Por causa da microfonia que provoca, é considerado um componente crucial da sonoridade de Young. Uma alavanca Bigsby foi instalada no começo de 1969 e pode ser ouvida no início de "Cowgirl in the Sand", do disco "Everybody Knows This is Nowhere".
- Martin D-45 - é o principal violão de cordas de aço de Young. Foi usado para compor "Old Man" e muitas outras canções. É um dos quatro violões que Stephen Stills comprou para si e para os companheiros do CSN&Y para celebrar o primeiro concerto que a banda fez no Greek Theater, em 1969.
- Martin D-28 - Tem o apelido de Hank porque seu dono anterior era ninguém menos que Hank Williams e seu filho, Hank Williams Jr. a trocou por algumas garruchas e teve uma sucessão de donos até que Grant Boatwright, (amigo de longa data de Young) o localizou. Neil o adquiriu de Tut Taylor e fez excursionou com ele por cerca de 30 anos. Foi o principal violão de Young na gravação do disco Prairie Wind, em 2005.
- Martin D-18 vintage - é o instrumento que Young usava no início da carreira, até o início com o Buffalo Springfield, quando ganhou o D-45 de Stills. Desde então, ele passou a usar a afinação (DGCFAD) que Young costuma usar em concerto e lhe permite tocar ao vivo músicas como "Ambulance Blues" e "Don't Let it Bring You Down" sem precisar mudar a afinação das seis cordas no palco.

Outros instrumentos notáveis de Young são: Uma guitarra Languedoc G2; uma Vagabond Travel Guitar; um violão Taylor 855 de 12 cordas; um banjo Gibson Mastertone de 6 cordas de 1927, que James Taylor tocou na música "Old Man"; Uma Gretsch 6120 (modelo Chet Atkins) antes de Young comprar a Old Black esta era a guitarra que tocava no tempo do Buffalo Springfield; Uma Gretsch White Falcon, comprada no final da temporada com o Buffalo Springfield e com a qual tocou no início dos anos 70. Tem ainda uma Gibson Flying V, usada na excursão do disco "Time Fades Away" e uma Fender Broadcaster, usada no album e na excursão do álbum "Tonight's the Night.

Fonte: Wikipedia. Traduzido/editado por Helio Jenné
Saiba mais no site da Gibson
Site Oficial

Neil Young - Angry World

11 de novembro de 2010

The Rolling Stones de A a Z, artigo de Michael Wright

The Rolling Stones de A a Z
de Michael Wright, diretor editorial do site Gibson.com
traduzido por Helio Jenné

Os Rolling Stones já duram mais que todos no mundo do rock and roll. Para celebrar seus quase 50 anos de rebolação, tropeços, rebelião e excitação, o jornalista Michael Wright fez uma lista alfabética com alguns marcos e eventos deliciosos.

A - Andrew Loog Oldham - Ex agente de imprensa dos Beatles que se tornou agente dos Stones em 1963 com a  provecta idade de 19 anos.

B - Bigger Bang, A - Álbum de 2005 cuja excursão de apoio foi a de maior faturamento de todos os tempos, arrecadou mais de U$ 558 milhões.

C - Crawdaddy Club, The - Espaço musical em Richmond, Surrey, na Inglaterra, onde os Stones tocaram a maior parte do ano de 1963 e onde foram descobertos pelo agente Andrew Loog Oldham.

D - December's Children (and Everybody's) - Quinto álbum americano dos Rolling Stones, cuja maior parte foi aproveitada das sessões de gravação do disco Out of Our Heads. Destaque para Get Off Of My Cloud, I'm Free, As Tears Go By e uma versão de Route 66, de Bobby Troup.

E - Exile on Main Street - álbum de 1972, gravado em yuma "villa" alugada no sul da França. Geralmente mencionado como o melhor da carreira dos Stones, Exile tem os clássicos "Tumbling Dice", "Happy", "All Down the Line" e "Shine a Light", entre outras.

F - Fiji - Local de férias onde Keith Richards caiu de uma árvore em 2006 e precisou fazer uma cirurgia de crânio na Nova Zelândia.

G - "Going to a Go-Go" - Faixa clássica do The Myracles que os Rolling Stones regravaram para a sua excursão de 1981 e foi publicado no álbum ao vivo "Still Life" (Concwerto Americano de 1981).

H - Hell's Angels - Gangue de motociclistas que forneceram serviço de segurança no show dos Rolling Stones no Pista de Altamont, Califórnia, no dia 6 de dezembro de 1969, onde um fã (Meredith Hunter) foi morto a poucos metros do palco.

I - Ian Stewart - Ex-pianista contratado da banda, a quem pediram para sair do palco e atuar como gerente de excursão por não possuir a aparência "certa". Foi mantido no piano pelos Stones até a sua morte em 1985.

J - Jones, Brian - Membro fundador dos Stones, multi-instrumentista que se afogou na piscina de sua mansão em East-Sussex que já havia sido de A.A. Milne, autora de Winnie the Pooh.

K - Keef, a.k.a. Keith Richards - Guitarrista/segundo cantor/pirata e lider espiritual dos Rolling Stones.

L - London School of Economics - Escola onde Mick Jagger estudou durante os primeiros anos com a banda.


M - Michael Philip “Mick” Jagger - O grande entertainer e frontman dos Rolling Stones. O maior de todos os tempos, segundo uma pesquisa recente feita pelo site da Gibson.

N – Nanker/Phelge - O apelido coletivo para Jagger/Richards/Jones/Wyman/Watts, usado para créditos do início da carreira. Phelge se refere a Jimmy Phelge, um amigo das antigas e Nanker, uma referência às caras engraçadas que os músicos gostavam de fazer.

O - Open Tunings (Afinação Aberta) - Estilo de afinação favorito usado por Keith Richards desde o final dos anos 60. Encontrado em músicas como “Honky Tonk Women,” “Brown Sugar” e “Start Me Up.”

P – Perks, William George - Nome de batismo de Bill Wyman, baixista dos Stones de 1962 a 1992. Ele adotou o nome de palco Wyman (originalmente Lee Wyman) por causa de um amigo dos dias de serviço nas Forças Aéreas Reais.

Q – Queen Elizabeth II - Monarca de Inglaterra que ganhou uma 'serenata' na Abadia de Westminster do Coral da Dartford Technical School, que incluía um jovem Keith Richards.

R - Ronnie Wood - Ex guitarrista dos Birds, Jeff Beck Group e Faces (foi baixista com o Beck) que substituiu o Mick Taylor no início de 1975.

S - Star Star - Música do álbum "Goats Head Soup". A faixa originalmente se chamava "Star f***r até que o dono do selo, Ahmet Ertegun, acabou com a brincadeira.

T - Taylor, Mick - Ex guitarrista dos Bluesbrakers (do John Mayall) contratado para substituir Brian Jones durante as sessões do álbum "Let it Bleed". Deixou a banda no final de 1974 para seguir carreira solo.

U - "Under My Thumb" - Faixa do álbum Aftermath, de 1966. A música foi  gravada pelo The Who como uma atitude de apoio a Jagger & Richards, que haviam sido presos por porte de drogas em 1967.

V - Voodoo Lounge - Álbum de 1994 dos Rolling Stones, o primeiro sem o baixista Bill Wyman, que foi substituido pelo músico de estúdio Darryl Jones, mesmo este não sendo membro oficial da banda.

W - Watts, Charlie - Um dos três membros originais da banda, Watts é um excelente baterista de jazz.

X - X-Rated - Embora não classificado oficialmente, o documentário não lançado do diretor Robert Frank, Cocksucker Blues, inclui tanto sexo, drogas e sacanagem que a banda decidiu não permitir o seu lançamento.

Y – “You Can’t Always Get What You Want” - Canção do álbum Let It Bleed, que permanece como uma das favoritas dos fãs por 4 décadas. O tal "Mr. Jimmy" mencionado na música se refere ao produtor Jimmy Miller, que também tocou bateria na música.

Z - Zephyr - Modelo do carro do Mick Jagger nos anos 60.

11 de outubro de 2010

O Blog do Lobo parabeniza o Lobão pelo seu aniversário

Lobão
Hoje o Blog do Lobo presta homenagem a João Luíz Woerdenbag Filho, mais conhecido como o grande Lobão, nascido dia 11 de outubro de 1957. Sua carreira começou aos dezessete anos, depois de sair de casa para se tornar músico profissional. Participou de uma peça teatral e em seguida formou a banda Vímana, da qual faziam parte Lulu Santos, Ritchie, Luis Paulo e Fernando Gama. Três anos depois, com o fim do grupo, Lobão seguiu a carreira de baterista, e passou a tocar com Luiz Melodia, Walter Franco e Marina Lima.

Fundou a banda Blitz com Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e outros, mas por divergências ideológicas, saiu do grupo antes mesmo do sucesso comercial. Foi o aniversariante Lobão quem batizou a banda, às vésperas de um show, após uma indecisão do grupo.

Lobão, começou sua carreira solo com o lançamento de Cena de Cinema, em 1982. Em seguida formou a banda Lobão e os Ronaldos (que tinha na sua formação a cantora e tecladista holandesa Alice Pink Pank, ex-Gang 90 e as Absurdettes; Odeid no baixo, Guto Barros na guitarra e Baster Barros, ex-baterista do Acidente), e lança Ronaldo Foi Pra Guerra.


Apesar do estrondoso sucesso de Me Chama, a banda tem vida curta e Lobão segue carreira solo mantendo alta rotatividade na mídia, lançando o single "Decadence Avec Elegance" (1985) e o álbum O Rock Errou (1986), do qual "Revanche" se torna o carro-chefe. Logo após seu lançamento, Lobão é preso por porte de drogas, passando um ano na cadeia. Ali ele desenvolve o disco Vida Bandida, voltando aos holofotes.

Depois de um flerte com o samba-rock e participações nos festivais Hollywood Rock e Rock in Rio II, Lobão passa um período fora da mídia. Suas atitudes polêmicas voltariam a ter evidência em 1999 depois de seu rompimento com as gravadoras e o lançamento de A Vida é Doce com distribuição pela internet, bancas de jornais e lojas de departamento.

Após o sucesso da vendagem e de crítica com seus discos independentes que inclui Uma Odisséia no Universo Paralelo (2001), lançou a revista Outracoisa, através da qual lançou bandas e músicos de maneira independente, tais como Cachorro Grande, B.Negão e Arnaldo Baptista. Seu último disco, lançado em 2005, o Canções Dentro da Noite Escura, foi também lançado pela revista com tiragem inicial de 20.000 exemplares.

Fonte: Wikipedia

Rush in Rio: "Toque de bola pra continuar em campo"

Cartaz do show do Rush no Rio dia 10/10/2010
Paulo Malária foi ao show do Rush na Apoteose dia 10/10/2010 e deixou suas impressões para a lista de discussões da EldoPop, que o Blog do Lobo publica a seguir, devidamente autorizado pelo autor.:

O Rush está entre as minhas 20 bandas favoritas de todos os tempos e um show de 3 horas deles tinha tudo para me levar ao delírio, mas acabei saindo da Porkeose bastante estenuado. Quais as razões do mismatch entre o sonho e a realidade? Tentei encontrar algumas:

1) Não há dúvida de que eles consideram que a parte interessante de sua carreira começa em 1980, com o "Permanent Waves". Tudo o que veio antes parece ser tido como preparação e rende apenas um extrato, atirado como pepitas àquela parcela dos fãs, como eu, ávidos pela fase inicial - no meu caso, a que vai do 1o. disco (1974) até, já sem o mesmo entusiasmo, o "Grace Undder Pressure" (1984). Passou daí, para mim, é toque de bola para manter o time em campo, como fazem os Stones desde o "Tattoo You" (1981). É válido, até porque a opção seria tirar o time. Mas não rende nenhum novo gol de placa. Mesma coisa com o Rush. Mas é evidente que eles, na hora de escolher o repertório, põem no mesmo nível tudo o que fizeram dos anos 80 em diante, em detrimento do que veio antes.

2) Já isto considerado, o trio também parece achar que as músicas conhecidas são apenas um chamariz para atrair uma plateia maior, mas o que eles se esbaldam mesmo de tocar são temas obscuros, hiper-complexos, nos quais se divertem e podem mostrar todo seu ilimitado virtuosismo. Ressalvo que os termos "músicas conhecidas" e "temas obscuros" se referem a neófitos como eu, pois o Rush possui milhares de fãs capazes de se esgoelar cantando da primeira à última estrofe músicas que eu nunca ouvi em lugar nenhum (e nem eles, exceto nas suas coleções completas do Rush).


O show abriu com um divertido video que passa num universo paralelo onde o Rash (sic) toca no porão do bar de um alemão. Uma versão chucrute de The Spirit of Radio'' leva o público às gargalhadas que se transformam em euforia quando a banda emenda a música a sério, dando início à maratona de 3 horas, dividida por um intervalo: "nós estamos muito velhos e temos que dar uma parada", diz Geddy Lee ao final de cerca de 1 hora e meia. Durante esta primeira metade, no entanto, só reconheci, além do tema de abertura, mais 3 músicas: 'Time Stand Still', 'Freewill' e 'Subdivisions'. Não nego que me causou um certo desapontamento escutar tanta coisa desconhecida, às vezes techno demais, outras hard além da conta, e com aquele ranço "mamãe, olha como eu toco" que a gente já sabe que vai encontrar nos shows de Satrianis, Vais e outros guitar heros, mas não espera ouvir do Rush.

Rush Live in Rio
Veio o intervalo e a seguir uma nova dramatização no porào do alemão, não tão impactante quanto a primeira porque era a segunda, mas conduzindo a um retorno apoteótico da banda com 'Tom Sawyer'. Daí eles levaram o "Moving Pictures"(1981) inteiro, na ordem, emendaram com um sensacional solo de bateria onde Neil Peart só faltou fazer chover e no qual ficou explícito, para quem ainda não havia percebido, que o show é todo sobre uma base pré-gravada (mas qual não é?). Se alguém não tinha reparado nos teclados às vezes nada discretos que surgiam do nada, Peart encerrou seu solo acompanhado por uma jazz big band virtual. Foi a vez então do solo de Alex Lifeson, desaguando em 'Closer to the Heart', quando afinal os rushmaniacs dos anos 70 puderam começar a desfrutar sua parte no banquete. Que não foi muito longe: após um excerto de '2112', um tema do próximo disco que poderia ter a assinatura de qualquer banda de new prog metal e 'La Villa Strangiata', seguiu-se o indefectível final falso, e ato contínuo o gran finale com um pastiche de 'Working Man', iniciado em ritmo de reggae e encerrado com uma zoeira atordoante.

Quando a plateia começava a se retirar, entrou um terceiro e derradeiro video engraçadinho, mas este bem desagradável até, contando as peripécias de dois penetras no backstage do Rush após o show. A Paula disse que os penetras eram nerds. Eu conheço aquilo com outro nome, e nerd para mim também é outra coisa, mas já que ela falou, não insisto. Vá lá: eram uns nerds assim meio emo, meio glam... entendido? Tão constrangedor quando imaginar os músicos recebendo em seu camarim a visita desses caras eram as legendas. A tradução foi obviamente feita por um programa de computador e checada sem muito esforço por alguém que estudou português como língua estrangeira. Tratava o Rush de "a Rush" e tinha outros erros grotescos.

Em resumo, um belo show, mas se eu pudesse pediria ao Rush outro repertório. Sair da Porkeose sem ouvir 'Bastille Day', 'Circumstances', 'What You're Doing', 'Finding My Way', 'Xanadu' e outros êxitos inesquecíveis do Rush, para escutar no lugar desses clássicos um punhado de temas mais recentes e menos inspirados, foi de lascar.

O primeiro show deles no Rio, em 2002, no Maracanã, foi muito melhor, porque a setlist era melhor. E eles sabem disso.

Em tempo: Deixa eu engrossar a lista das músicas que não podiam ter faltado e faltaram: "In the Mood", "Fly by Night", "Cinderella Man", "Lakeside Park", "A Passage to Bangkok", "A Farewell to Kings", "The Trees", "Red Sector A"... Adicionem estas músicas às outras que já mencionei: 'Bastille Day', 'Circumstances', 'What You're Doing', 'Finding My Way', 'Xanadu'. Ei, querem saber? O show do Rush que eu não vi é muito melhor do que o que eu vi! Com todo o respeito.

Paulo Malária
(Compositor, tecladista e produtor do Acidente,  banda independente de rock e grande conaisseur da história do rock)

10 de outubro de 2010

Balada de um Homem Magro, um clássico de Dylan para o domingo

Bob Dylan - Highway 61 Revisited
Neste fim de domingo, achei por bem publicar uma das músicas mais bonitas do Bob Dylan, a Ballad of a Thin Man acompanhada de um vídeo muito legal, em que Dylan toca piano. Lançada no álbum Highway 61 Revisited (foto), de 1965.é uma canção obscura e um tanto ameaçadora que conta sobre um tal Mr Jones, bem careta, que entra numa sala repleta de figuras esquisitas de circo e não sabe o que está acontecendo. 

O Highway 61 é o sexto álbum de estúdio de Dylan, e foi lançado em agosto de 65 pela Columbia Records. Foi o primeiro álbum em que Dylan usou uma banda de rock em todas as faixas, exceto na faixa 11, 'Desolation Road', em que Dylan toca o seu violão. O álbum chegou ao terceiro lugar nas paradas americanas e em 4º na Inglaterra. John Lennon também se refere a "Ballad of a Thin Man" na música "Yer Blues" (do Álbum Branco), onde ele canta: "Feel so suicidal, just like Dylan's Mr. Jones."

A gravação original contou com os seguintes músicos: Bob Dylan – violão, gaita, piano, vocais; Mike Bloomfield – guitarra; Harvey Brooks – baixo; Bobby Gregg – bateria; Paul Griffin – órgão, piano; Al Kooper – órgão, piano (pianola Hohner); Sam Lay – bateria; Charlie McCoy – guitarra; Frank Owens – piano; Russ Savakus – baixo. Espero que você curta o vídeo!


Ballad of a Thin Man
Bob Dylan

You walk into the room
With your pencil in your hand
You see somebody naked
And you say, "Who is that man?"
You try so hard
But you don't understand
Just what you'll say
When you get home.

Because something is happening here
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones ?

You raise up your head
And you ask, "Is this where it is?"
And somebody points to you and says
"It's his"
And you says, "What's mine ?"
And somebody else says, "Where what is ?"
And you say, "Oh my God
Am I here all alone ?"

But something is happening here
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones?

You hand in your ticket
And you go watch the geek
Who immediately walks up to you
When he hears you speak
And says, "How does it feel
To be such a freak?"
And you say, "Impossible"
As he hands you a bone.

And something is happening here
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones?

You have many contacts
Among the lumberjacks
To get you facts
When someone attacks your imagination
But nobody has any respect
Anyway they already expect you
To all give a check
To tax-deductible charity organizations.
You've been with the professors
And they've all liked your looks
With great lawyers you have 
Discussed lepers and crooks
You've been through all of
F. Scott Fitzgerald's books
You're very well read
It's well known.

But something is happening here
And you don't know what it is
Do you, Mister Jones ?

Well, the sword swallower, he comes up to you
And then he kneels
He crosses himself
And then he clicks his high heels
And without further notice
He asks you how it feels
And he says, "Here is your throat back
Thanks for the loan".

And you know something is happening 
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones ?

Now you see this one-eyed midget
Shouting the word "NOW"
And you say, "For what reason ?"
And he says, "How ?"
And you say, "What does this mean ?"
And he screams back, "You're a cow
Give me some milk
Or else go home".

Because something is happening 
But you don't know what it is
Do you, Mister Jones?

Well, you walk into the room
Like a camel and then you frown
You put your eyes in your pocket
And your nose on the ground
There ought to be a law
Against you comin' around
You should be made 
To wear earphones.

Does something is happening 
And you don't know what it is
Do you, Mister Jones?

5 de outubro de 2010

O Terço interpreta Tributo ao Sorriso


O Terço em 1970

Para complementar o post anterior sobre a histórica entrevista do Big Boy com a banda O Terço, resolvi trazer o vídeo de uma linda música com a qual, O Terço participou do V FIC (Festival Internacional da Canção) em outubro de 1970. A música em questão é "Tributo ao Sorriso", e com ela, O Terço se classificou em terceiro lugar. 

Imperdivel: entrevista do Big Boy com o grupo O Terço em 76

Hoje, lendo os emails da lista da EldoPop uma mensagem chamou a minha atenção: avisava que o blog Portal dos Radialistas - desenvolvido com brilhantismo pelo radialista José Claudino Ribeiro de Oliveira - havia publicado o áudio de uma entrevista histórica que Big Boy fez com a banda O Terço em 1976. Além da entrevista com os músicos, o blog complementa o post com um excelente artigo com a história detalhada desta banda tão importante para o rock brasileiro. Espero que você goste!

28 de setembro de 2010

I Love You foi o único super sucesso da banda People! em 1966

A People! teve um único sucesso: I Love You

Hoje trouxe para o Blog do Lobo uma banda de rock chamada People! (foto) que teve um único sucesso, a música I Love You, escrita por Chris White e gravada pelos Zombies, que nunca atingiram o topo das paradas nos EUA. Ao contrário, a gravação original do People! chegou ao primeiro lugar no Japão por duas vezes, Israel, Austrália, Itália, África do Sul e Filipinas. 

Capa e contracapa do compacto original I Love You da banda People!
Formada em San Jose, California, em 1965, a People! gravou 3 álbuns. A banda destacou-se por ter dois bateristas nos shows ao vivo, antes do Gateful Dead, Allman Brothers, Doobie Brothers e Genesis. Foi também a primeira banda a apresentar uma ópera rock no palco, com a criação da "The Epic".

A People! era composta por Robb Levin - baixo e vocal; Geoff Levin - líder da banda, guitarra e vocal; Albert Ribisi - teclado, guitarra, vocal; John Riolo - bateria, vocal (mais tarde ele viria a ser um importante construtor de baterias) e David Anderson - guitarra, vocal.

Mais informações na Wikipedia


I Love You
Chris White

Ooooh ooooh ooooh

I love you, I love you, I love you 
Yes I do but the words won't come
And I don't know what to say 
I should tell you I love you, I do
The words should explain 
but the words won't come

I shouldn't hide my love deep inside 
The words should explain 
but the words won't come

I should tell you just how I feel 
and I keep try-why-why-in...
But something holds me back when 
I try to tell you ...
I love you, I love you, I love you ...Yes I do 
I love you, I love you, I love you ...
Yes I do but the words won't come 
And I don't know what to say

I shouldn't hide 
my love deep inside 
The words should explain 
but the words won't come

If you could see 
what you mean to me 
The words should explain 
but the words won't come ...

And oh, how hard I try to tell you I love you 
I should tell you I love you, I do ...
The words should explain but the words won't come 
I shouldn't hide my love deep inside 
The words should explain but the words won't come 
And oh, how hard I try to tell you I love you 
I love you 

26 de setembro de 2010

Longa vida a Bryan Ferry, grande cantor e fundador do Roxy Music

Bryan Ferry
Hoje o Blog do Lobo celebra o grande e talentoso cantor e compositor Bryan Ferry, fundador do Roxy Music com o baixista Graham Simpson em 1970. Com a banda de 'glam rock' ele gravou 8 álbuns de estúdio e 6 ao vivo. O Roxy Music entrou para a história como uma das grandes influências para o movimento New Wave que tomou conta do mundo nos anos 80.

Nascido em 26 de setembro de 1945 em Tyne and Wear, nordeste da Inglaterra, Bryan começou a carreira solo em 1973, com o álbum "These Foolish Things", onde interpretou músicas de Bob Dylan, Beatles e Rolling Stones. Ferry ficou conhecido também por namorar mulheres lindas que não raro apereciam como modelos nas capas do Roxy Music.

Olympia traz a supermodelo Kate Moss na capa

Atualmente prepara o lançamento do seu novo álbum Olympia (foto), com lançamento previsto para outubro de 2010 e que traz a supermodelo Kate Moss na capa. Longa vida para Bryan Ferry!

Fonte: Wikipedia (pt) - Bryan Ferry

You Can Dance - Promo video 2010

Slave to love

Brian Ferry - Kings of Glam


23 de setembro de 2010

Big Sur Festival encerrou o verão de 69 cantando a paz e o amor

Cartaz Celebration at Big Sur
O documentário do Big Sur Folk Festival foi gravado em setembro de 1969 de forma um pouco caótica, reminiscente de Woodstock, quando alguns dos melhores músicos e cantores de folk e rock se reuniram à margem de um dos cenários mais bonitos dos EUA para se despedir do verão e celebrar a não-violência. Foi o sexto Festival anual de Big Sur.

Realizado nos gramados arborizados de Instituto Esalen, o Festival também se diferenciou dos demais pois neste caso, o cenàrio não eclipsou a música, mas serviu como um complemento. Segundo as produtoras Nancy Carlen e Paula Kates "Big Sur foi desenhado para ser um 'festival dos artistas', oportunidade em que os artistas e músicos pudessem se encontrar e curtir alguma paz e tranquilidade, após um verão fervilhante no circuito de festivais."

Participaram do Festival: Crosby, Stills, Nash & Young, Joni Mitchell, Joan Baez, John Sebastian, Dorothy Combs Morrison e The Combs Sisters, Mimi Fariña (irmã de Joan Baez), Carol Ann Cisneros, Julie Payne, Chris Ethridge and The Struggle Mountain Resistance Band. Enquanto que Ruthann Friedman, The Flying Burrito Brothers e a Incredible String Band participaram, mas não aparecem no filme.

Crosby Stills Nash & Young encerraram o festival com uma pequena multidão aos seus pés, cantando "Oh Happy Day". A celebração foi bonita.

Fontes: Wikipedia - SuiteLorraine

Artistas celebraram a paz e o amor em Big Sur


Assista os vídeos do Festival e curta um pouco daquele momento mágico:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9


Peace and love!

8 de setembro de 2010

If You Want to Sing Out, Sing Out é um libelo de liberdade, de 1971

If You Want to Sing Out Sing Out
Yusuf Islam, a.k.a. Cat Stevens

Well, if you want to sing out, sing out 
And if you want to be free, be free 
'Cause there's a million things to be 
You know that there are 

And if you want to live high, live high 
And if you want to live low, live low 
'Cause there's a million ways to go 
You know that there are 

Chorus: 
You can do what you want 
The opportunity's on 
And if you find a new way 
You can do it today 
You can make it all true 
And you can make it undo 
you see ah ah ah 
its easy ah ah ah 
You only need to know 

Well if you want to say yes, say yes 
And if you want to say no, say no 
'Cause there's a million ways to go 
You know that there are 

And if you want to be me, be me 
And if you want to be you, be you 
'Cause there's a million things to do 
You know that there are 

Chorus 
Well, if you want to sing out, sing out 
And if you want to be free, be free 
'Cause there's a million things to be 
You know that there are 
You know that there are 
You know that there are 
You know that there are 
You know that there are 


Yusuf was then called Cat Stevens
"If You Want To Sing Out, Sing Out" é uma conhecida canção de Yusuf  (a.k.a.) Cat Stevens, para o filme Harold and Maude, do mesmo ano, e para o qual Stevens compôs todas as músicas entre 1970 e 1971, enquanto ele compunha e gravava o seu excelente álbum Tea For the Tillerman. No entanto "If You Want to Sing Out, Sing Out" e outras duas canções do período não foram lançadas como singles nem incluídas em nenhum álbum, uma vez que o filme não teve a sua trilha sonora lançada. A música só foi publicada em 1984 no álbum "Footsteps in the Dark: Greatest Hits, Vol. 2", juntamente com as outras inéditas.