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22 de dezembro de 2011

Hoje o Blog do Lobo reverencia o guitarrista James Gurley


Hoje, dia 22/12 o Blog do Lobo reverencia a memória do guitarrista James Gurley, que jamais teve uma aula de guitarra e tocava de ouvido, mas deixou a sua marca na história do rock em solos de guitarra que entraram para a eternidade. O seu estilo próprio lhe garantiu o título de 'Pai da Guitarra Psicodélica'.

Nascido em Detroit, Michigan, em 22 de dezembro de 1939 James Gurley começou a tocar guitarra aos 19 anos enquanto escutava discos de Lightin' Hopkins. Às vezes se trancava no closet com um estetoscópio colado com fita adesiva na guitarra e lá ficava por horas, quando experimentava várias técnicas.

No início dos anos 60 ele se mudou para a efervescente São Francisco onde se tornou parte do circuito de cafés e bares, onde tocava folk e blues tradicional. Durante um tempo ele tocou com JP Pickens and the Progressive Bluegrass Boys.

Mas, no verão de 1965, Chet Helms apresentou James a Peter Albin e Sam Andrew e ele comprovou que era a peça que faltava ao embrionário Big Brother and the Holding Company, banda que acompanhou o início da carreira da fantástica Janis Joplin.

Figura carismática, James logo arrebanhou uma legião de devotos seguidores que o chamavam de 'St. James'. Muitos iam aos shows da banda apenas para curtir seu estilo de tocar guitarra: alto, distorcido e apaixonado.

Na qualidade de um 'misturador' de estilos, além do seu jeito próprio de tocar blues, country western e jazz James desenvolveu um dedilhado que pode ser notado nas faixas do disco Cheap Thrills. Junto com seu companheiro de armas Sam Andrew, produziram alguns dos melhores solos psicodélicos de guitarra da história. Segundo a revista Guitar Player, o trabalho de James Gurley e Sam Andrew em Summertime é um dos 10 melhores solos psicodélicos.

Paralelamente ao seu trabalho com a Big Brother, James esteve envolvido em vários projetos independentes. Gravou com o baterista 'new age' Muruga. Em maio de 1997 James parou de excursionar com a Big Brother para se dedicar a esses projetos. Um deles foi 'Pipes Dreams', lançado em janeiro de 2000.

Hoje, mais de 35 anos após ter apresentado o seu estilo pioneiro, James ainda é considerado uma maravilha e um mistério, dignos do 'Pai da Guitarra Psicodélica'.

Fonte: Biografia da Big Brother & the Holding Company, de Todd Bolton

9 de junho de 2010

Vamos celebrar a memória do genio inventivo de Les Paul

O Blog do Lobo celebra a memória do fabuloso Lester William Polfuss, o Les Paul, guitarrista de jazz e country, compositor e pioneiro no desenvolvimento do corpo sólido para a guitarra elétrica (até então, eram violões eletrificados). Les Paul também foi o pioneiro no uso de camadas de gravação, uma sobre a outra, uma técnica chamada de "multitracking" ou "sound on sound".  Os resultados foram mais bilho, um som um tanto "bolhoso" e um tanto alienígena. Exatamente o tipo de música que se poderia esperar de um inventor com um ouvido no futuro.

Em 1952 Les Paul inventou o primeiro gravador de oito faixas e finalmente viu o lançamnto da guitarra elétrica dourada de corpo rígido que leva o seu nome. Faleceu em 12 de agosto de 2009 aos 94 anos, de pneumonia.

Site: http://www.lespaulonline.com/
Fonte: Wikipedia, Remembering Les Paul

 

Les Paul e Mary Ford: The World is Waiting for the Sunrise
Marido e mulher apresentam o programa de 5 minutos na TV americana, patrocinado pelo Listerine




7 de junho de 2010

Salve Dave Navarro, guitarrista de mão cheia e muitos projetos!

Hoje é dia de louvar o excelente guitarrista David Michael "Dave" Navarro, um músico norte-americano, de ascendência mexicana e americana que toca na banda de rock alternativo Jane's Addiction e também na banda de cover Camp Freddy. Ele também tocou com os Red Hot Chilli Peppers, Nine Inch Nails e The Panic Channel.

Dave entrou para a Jane's Addiction em 1986 como guitarrista solo, recomendado pelo baterista Perkins. Na banda também tocava seu amigo de infância, Eric Avery no baixo. A banda fez sucesso e se tornou popular na cena de rock alternativo, mas tensões internas levaram ao rompimento em 1991. O festival Lollapalooza foi criado bor Farrell como uma excursão de despedida da banda.

Após a saída do gitarrista base original do Guns N' Roses, Izzy Stradlin em agosto de 91, Navarro foi a primeira escolha de Axl Rose, mas após 4 tentativas ele não apareceu. Só em 1999, na canção "Oh My God", que faz parte da trilha do filme "Fim dos Dias". Em 93 Navarro fundou a Deconstruction com Avery nos vocais e baixo e Michael Murphy na bateria e no ano seguinte a banda viria a lançar o álbum epônimo.

Navarro foi para a Red Hot Chili Peppers em setembro de 93 e sua prikmeira participação doi no Woodstock 1994 e gravou um único álbum com eles, One Hot Minute, em 95. O disco foi um sucesso e gerou três sucessos. Após dois anos de excursões com a banda, Navarro foi mandado embora em 1998.

Depois disso, ele se envolveu em diversos projetos, inclusive TV e voltou para o Jane's Addiction e fez um álbum solo chamado "Trust No One" em 2001. Em 2007 Navarro se uniu à Teravision onde desenvolveu uma série de filmes adultos. Atualmente Dave toca com o DJ Skribble em eventos por toda a América do Norte e mantém um programa semanal da internet chamado Dark Matter no www.Indie1031.com.

Nos primeiros anos com o Jane's Addiction, Dave tocava uma Gibson Les Paul preta. Quando a banda foi para um selo grande em 88, passou a usar Ibanez RGs, incluindo uma delas pintada com a capa do disco. No filme "Gift" e no vídeo "Stop" ele usou uma Ibanez RG azul, usada para gravar o album "Ritual de lo Habitual". Na excursão do disco sua preferência recaiu sobre uma Ibanez dourada. Dave começou a usar Guitarras PRS na excursão Lollapalooza em 91. O modelo PRS branca que leva a sua assinatura é agora sua guitarra de palco.

Com os Chili Pepper ele usava uma Parker Fly DeLuxe com o pickup Piezoelectric, para tirar sons super limpos e similares à uma guitarra acústica. Usou uma Parker Fly Deluxe, Kramer, Fender Telecaster, Takamine acústica de 12 cordas, mas desde o final de 2008 ele é visto tocando uma Ibanez RG.

Hungry - Dave Navarro

Jane's Addiction - Pigs in Zen - Detroit 1988

Red Hot Chili Peppers - Give It Away (Woodstock '94)


4 de junho de 2010

O Lobo reverencia Jimmy McCulloch: viveu rápido e foi embora cedo

Hoje vou comemorar o nascimento de um guitarrista prodígio, nascido em 4 de junho de 1953 e que aos 26 anos, após tocar com Sir Paul McCartney e passar por outras bandas, partiu devido a uma overdose de heroína.

Paul McCartney & Wings - Junior's Farm

Junior's Farm - Guitarra isolada de Jimmy McCulloch

James 'Jimmy' McCulloch era um músico galês e foi o guitarrista solo no Wings de Paul McCartney entre 1974 e 77. Antes disso ele tocou na banda psicodélica One in a Million, Thunderclap Newman e Stone the Crows, além de participações  em álbuns como Whistle Rhymes, de John Entwistle em 72, onde tocou em duas faixas com Peter Frampton. McCulloch era amigo do pessoal do The Who e sua banda, a Thunderclap Newman, foi criada e produzida por Pete Townshend e chegou a fazer sucesso com a música "Something in the Air". Fiquei feliz por ter encontrado o vídeo promocional original de 1969 para publicar aqui.

Thunderclap Newman - Somethinh in the Air (1969)

Em 1972, com 18 anos, James (Jimmy) McCulloch entrou para a banda de blues rock Stone the Crows, onde substituiu o guitarrista Les Harvey (eletrocutado no palco dia 2 de maio de 72) e tocou no álbum "Ontinuous Performance". Aqui publico 

Niagara - Stone The Crows com Jimmy McCulloch
Ao vivo em Paris em 25 de abril de 72


Com o fim dos Stones the Crows em 1973, McCulloch passou pela banda de Brian Joseph Friel com quem gravou o primeiro álbum com o pseudônimo "the Phantom", por questões contratuais. Depois, uniu-se ao Wings em abril de 1974 e a primeira música que gravou com a nova banda foi "Junior's Farm", que publico em duas versões, uma delas apenas com o som da guitarra de Jimmy e a outra, com o som da banda.

O equipamento de McCulloch consistia em uma Gibson SG e uma Gibson Les Paul e ocasionalmente pegava no baixo, quando Macca ia para o teclado ou violão.
Durante a sua passagem pelo Wings, McCulloch formou a White Line com seu irmão Jack na bateria e Dave Clarke no baixo. Lançaram um compacto com "Call My Name / Too Many Miles" e finalmente um álbum com 13 músicas em 1994.

Em setembro de 1977 McCulloch saiu do Wings para tocar com o Small Faces que havia se reformulado, mas não esquentou lugar e logo que saiu formou uma banda chamada Wild Horses com Brian Robertson, Jimmy Bain and Kenney Jones. A última banda de McCulloch foi The Dukes e a última canção gravada foi Heartbreaker, lançada no único álbum epônimo da banda.

McCulloch morreu em 1979, aos 26 anos, devido a uma overdose de heroína, em seu apartamento em Maida Valley, em West London. Anteriormente ele havia composto uma música anti-drogas chamada Medicine Jar, publicada no album do Wings Venus and Mars e também "Wino Junko" no álbum Wings at the Speed of Sound.

30 de maio de 2010

Tom Morello com sua guitarra inovadora é o rei dos efeitos especiais

O Blog do Lobo presta homenagem a Thomas Baptiste "Tom" Morello, que nasceu no dia 30 de maio de 1964 e é um tremendo guitarrista, que já ganhou um premio Grammy e é reconhecido pela sua participação nas bandas Rage Against the Machine, Audioslave, pela sua experiencia solo "Nightwatchman" e pelo seu novo grupo, Street Sweeper Social Club, com Boots Riley. É reconhecido pelos efeitos sonoros e solos criativos, pelo uso da percussão na guitarra e seus riffs pesados. É o 26º entre os 100 melhores guitarristas de todos os tempos da revista Rolling Stone.

Seu estilo de tocar mistura blues, heavy metal com riffs híbridos e muito inspirados de funk e hiphop, tudo com muitos efeitos como delay, modulação, wha, harmonizadores, distorção feedback e outras formas e combinações exclusivas. O efeito mais reconhecido do arsenal de Morello é o Digitech Whammy, que o ajuda a criar a maioria das sonoridades. 

Formado em Harvard, Tom se graduou com honras em Ciência Política. Durante a universidade, ele praticava pelo menos de 2 a 4 horas por dia de guitarra. Enquanto seus amigos saíram de Harvard para serem médicos e advogados, ele foi para Los Angeles, considerado o lugar para quem queria rock. 

Anos mais tarde, ajudou o Rage Against the Machine a conquistar um lugar ao sol, por suas letras politizadas e uma expressiva presença de palco. À frente da banda, Tom revolucionou todo e qualquer tipo de música em seu instrumento. Com um equipamento considerado simples, ele procurava emular sons de DJ e grupos de hip-hop e rap americanos.

Diante de um artista com tamanha técnica e talento, trouxe alguns vídeos que mostram melhor que minhas palavras. Espero que você goste e deixe seu comentário!

Audioslave - Cochise
Esta foi a canção de estreia do supergrupo que reuniu Chris Cornell, a voz do Soungarden e Temple of The Dog e os músicos Tim Commerford, Tom Morello e Brad Wilk, do RATM

Tom Morello Dicas #1


Tom Morello Dicas #2


Tom Morello Dicas #3

The Nightwatchman - Until the end


Street Sweeper Social Club - 100 Little Curses


Mais informações: http://www.tommorello.net/

Fonte: Wikipedia

2 de maio de 2010

Homenagem do Lobo a Link Wray, criador do som sujo para guitarra

Link Wray
Retomo às atividades do Blog do Lobo com uma homenagem ao guitarrista e compositor norte-americano Frederick Lincoln "Link" Wray Jr. (2 de maio de 1929 a 5 de novembro de 2005), Wray é considerado por muitos como o "criador" do "Power Chord" e de uma nova sonoridade suja e distrorcida para a guitarra elétrica, que possibilitou o surgimento do Heavy Rock e do Punk Rock, comprovada no seu sucesso instrumental "Rumble", de 1958, que trago hoje para você. Nas palavras de Pete Townsend, do The Who: "Se não fosse por Rumble, eu jamais teria pego em uma guitarra. Ele é o rei." Esta música faz parte dos filmes Pulp Fiction, Independence Day, Blow e do episódio piloto da série "Os Sopranos".